Há cinco anos um grupo de agricultores de Magé se reuniram para o lançamento da ‘Feira da Agricultura Familiar’. Todo sábado, a partir das 7h, a Rua São Fidélis, ao lado do supermercado é o local onde estão as barraquinhas padronizadas e a produção rural da cidade, que chegou para conquistar e se apresentar para a população. Tem frutas, legumes, verduras, caldo de cana, plantas ornamentais, mudas, artesanato, produtos da agroindústria familiar, entre outros. O atendimento é feito pelos próprios agricultores, responsáveis pela produção.
Célio Alves está na feira desde sua primeira edição em 28 de julho de 2012. Ele conta que a população acolheu a comunidade agrícola e virou tradição:
— Quem veio para conhecer sempre volta e ainda traz outras pessoas, já vieram clientes de outros municípios como Niterói e recebemos muitos elogios! As pessoas vêm e compram direto conosco, nos ajudando. Esses cincos anos são só de vitória!, comemora ele que enfatizou a participação da família na produção agrícola. “O que os clientes encontram na feira é produzido pelos agricultores, suas esposas e filhos”, completa.
A feira agrega uma série de benefícios ao agricultor, ao consumidor e ainda têm um viés cultural e de economia sustentável, segundo o engenheiro agrônomo do Cepta (Centro de Ensino, Pesquisa e Treinamento em Agroecologia).
“Essa feira só tem vantagens! Aproxima o meio rural e urbano, o agricultor recebe mais pelo o que produz porque ele compra semente, prepara a terra, corrige, colhe, paga pela caixa, pelo prego e por toda a estrutura e preparo do transporte do seu material e só perde passando para atravessadores, que repassam a produção para mercados e outras feiras de fora. Com a feira, nós estamos proporcionando maior renda ao agricultor de Magé, a população consome alimentos de melhor qualidade pois eles vêm frescos da terra, com maior durabilidade para a dona de casa. E para a cidade também é bom porque promove a circulação da renda dentro do município”, destaca.
Dos 26 produtores rurais que participam da feira, cerca de 90% vendem produtos orgânicos ou estão em fase transição para essa modalidade de cultivo, tudo com preço acessível e promovendo qualidade na alimentação dos consumidores. “É com muita alegria que comemoramos os cinco anos desta feira, nosso projeto é expandir para outros distritos que ainda não têm, levando alimentos de qualidade e também dando acesso aos alimentos orgânicos e biofortificados”.
Protegida por lei, aprovada na Câmara de Vereadores, quando o presidente era o vereador Rafael Tubarão que hoje é prefeito da cidade, a Feira semanal em Piabetá se tornou exemplo em termos legislativos e foi copiada por outros municípios pelo país. Com mais espaço para comercialização, uma vitrine do município para os próprios cidadãos. Afinal o produto ia para o Ceasa e voltava para Magé, um estímulo promovido pelo governo municipal com apoio decisivo do prefeito, de acordo com Edison Rodrigues, supervisor local da Emater-RJ em Magé. Ela surgiu de uma iniciativa conjunta entre a Secretaria de Agricultura Sustentável, Emater-Magé e da Organização Não-Governamental AS-PTA (Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa), atendendo a uma solicitação apresentada pelas cooperativas e associações de produtores rurais de Magé. O projeto conta ainda com o apoio do Banco do Brasil, Petrobrás, Ministério do Desenvolvimento Social e dos governos federal e estadual.

DEIXE UMA RESPOSTA