Boa prática recupera áreas de Manguezal no Rio de Janeiro

Com o objetivo de propagar experiências de parcerias e melhores práticas apresentadas no III Seminário de Boas Práticas e I Fórum Internacional de Parcerias na Gestão de Unidades de Conservação, apresentamos a boa prática “Programa de recuperação de manguezais degradados na Área de Proteção Ambiental de Guapimirim (RJ)”. Essa iniciativa é fruto da parceria do ICMBio, IBAM (unidade executora do projeto Parcerias Ambientais Público-Privadas – PAPP), e IPÊ -Instituto de Pesquisas Ecológicas. Acompanhe!

A associação dos Protetores do Mar, a Cooperativa Manguezal Fluminense, o Instituto Nacional de Tecnologia e Uso Sustentável (Innatus), o Núcleo de Gestão Integrada da Área de Proteção Ambiental de Guapimirim e a Estação Ecológica da Guanabara são parceiros em defesa da baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, por meio de uma boa prática que tem como principal objetivo recuperar áreas de manguezal que foram degradados antes da criação da Unidade de Conservação de Guapimirim, em 1984.

Quando da chegada dos colonizadores, a região costeira da baía de Guanabara era majoritariamente ocupada por restingas, lagoas, brejos e manguezais. Com o processo de ocupação da região, a vegetação nativa foi suprimida para diferentes cultivos e o uso da madeira das árvores de manguezal era utilizada sobretudo para construção civil, de curral e lenha para olarias. Com a criação da APA, conseguiu-se recuperar fragmentos graças à resiliência do ecossistema, mas outras áreas não conseguiram se reerguer. De acordo com Juliana Cristina Fukuda, do ICMBio, considerando o papel dos manguezais para a sobrevivência da própria baía, a recuperação das áreas degradadas desse tipo de ecossistema é de grande importância para a melhoria da qualidade desse local tão simbólico:

“A prática foi iniciada em 2016 e a parceria entre várias instituições continua até hoje para conseguirmos aumentar a biodiversidade na baía, melhorar a qualidade de vida da população local, melhorar a qualidade da água dos rios da região e conseguirmos gerar renda para a população local por meio de plantios. A partir de 2006 começamos a planejar a recuperação dos fragmentos alterados que, pouco a pouco, foram sendo reconvertidos à vegetação original. Algumas dessas ações foram realizadas por parceiros, que buscaram recursos para tal, e outras foram feitas por meio de determinações judiciais ou administrativas impostas a empresas”, explica.

Ainda segundo a servidora, o resultado mais evidente desta prática foi a recuperação de aproximadamente 100 hectares de áreas degradadas, onde pode-se perceber o desenvolvimento e a ocupação própria das espécies vegetais, e a reocupação do ambiente pela fauna local. “Isso influencia também a dinâmica social das comunidades, pois há alguns anos os catadores de caranguejo tinham que viajar para outros estados do Brasil em uma determinada época do ano para continuarem trabalhando, e hoje isso não acontece mais. A contratação de pessoas da região para as ações de reflorestamento foi importante para que elas despertassem para a importância do manguezal, e isso também influencia as comunidades da região. Atualmente, quase não há apreensão de madeiras de mangue cortadas na região.”, enfatiza Juliana.

Sobre o Seminário e Fórum
O III Seminário de Boas Práticas na Gestão de Unidades de Conservação e I Fórum Internacional de Parcerias na Gestão de Unidades de Conservação ocorreu em Brasília de 27 a 29 de novembro de 2017. Ao todo 46 boas práticas realizadas em UCs federais e estaduais foram apresentadas, com objetivo de difundir experiências bem sucedidas na gestão de unidades de conservação com potencial de replicação.

O evento foi realizado pelo ICMBio em parceria com o IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, Gordon and Betty Moore Foundation, Projeto Desenvolvimento de Parcerias Ambientais Público-Privadas apoiado pelo Banco Interamericano para o Desenvolvimento (BID), Caixa e Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam), Agência de Cooperação Técnica Alemã (GIZ) e outros parceiros.

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280

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