Família enterra idosa no lugar de aposentado no Cemitério Raiz da Serra em Magé

Fonte: Extra | Por: Nathália Marsal

Sentir a dor da morte de um pai, enterrá-lo e ir para casa encarar o luto. Esse parecia o roteiro seguido pela família de Cesar Carvalho Lobo, de 74 anos, até receber uma ligação do Hospital Caxias D’Or, nesta quinta-feira, dizendo que haviam sepultado o corpo errado.

O aposentado morreu na última terça-feira, data em que o filho, Julio Cesar Lobo, de 49, foi reconhecer o corpo. Alguns familiares chegaram a desconfiar de uma possível troca durante o velório, na quarta-feira, no Cemitério Raiz da Serra, em Magé, mas a emoção não deixou que percebessem.

— Vamos passar todo sofrimento que passamos na quarta-feira, de novo. Acabei de enterrar uma pessoa que, na verdade, não era o meu pai.

A neta de Cesar, Loise Rodrigues, de 20, chegou a dizer à mãe que o corpo no caixão não era do seu avô e que parecia ser de uma mulher:

— Cheguei a pensar que ele estava vivo. Todos acharam que a diferença física tivesse sido provocada pela morte — lembra Loise, destacando que o velório foi rápido e o rosto estava muito tampado.

Por meio de nota, o hospital disse lamentar o ocorrido e esclarece que “abriu uma sindicância interna com urgência para apurar as responsabilidades que envolvem o fato”. A direção ressalta ainda que um relatório está sendo elaborado para fins de averiguação e, que toda assistência necessária está sendo prestada às famílias, inclusive em relação as despesas incorrida. Funcionários da Funerária Praça da Bandeira, que preparou o corpo para a funerária, disseram que não dariam informações sobre o caso.

Enquanto Cesar Carvalho Lobo era enterrado, a família de Maria Rosa da Silva, de 90 anos, descobria que o corpo da idosa estava desaparecido. Eles foram ao Hospital Caxias D’Or pegar o corpo para que fosse feito o velório na noite de quarta-feira, quando foram informados do ocorrido. Mas, àquela hora, o caixão já estava sepultado. O neto Thiago Moraes da Silva, 33, lamenta o fato de a família, que é evangélica, não poder velar a matriarca:

— A minha avó ia da casa para igreja, da igreja para a casa. Nunca fez nada de errado para acontecer isso com ela. É uma situação não só de tristeza, mas de revolta. Temos parentes e amigos dela que vieram para a data e, agora, não vão poder se despedir.

O corpo de Maria Rosa deve ser exumado nesta sexta-feira para que a troca seja desfeita. Ambas as famílias registraram ocorrência na 59ª DP (Caxias).

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