Sexo aos 60

As relações estão cada vez mais abertas e o sexo faz parte delas, mesmo no primeiro encontro. E isso não acontece apenas entre os jovens, não! Aliás, uma pesquisa coordenada pela professora da Faculdade de Medicina da USP, Carmita Abdo, também coordenadora do ProSex (Programa de Estudos em Sexualidade da USP), mostra que o número de homens e mulheres acima dos 50 anos que se dizem sexualmente ativos é muito maior do que se pensava.

O estudo, feito com mais de 8 mil entrevistados, mostra que na faixa dos 51 aos 60 anos, 93,5% dos homens se dizem ativos sexualmente e 76,6% das mulheres também afirmam isso. Acima dos 61 anos a relação é de 87,1% para eles e 51,2% para elas.

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Ao contrário do que muita gente imagina, beleza está bem longe de ser o principal requisito para um romance. A maturidade e as experiências vividas ajudam muito o relacionamento nesta fase. Uma outra pesquisa, realizada nos Estados Unidos pela AARP, que representa os aposentados americanos, revelou que “homens de mais de 50 não estão tão preocupados assim com a beleza física. O item aparece em 5º. lugar na lista das qualidades mais desejáveis num encontro pós-50. ‘Personalidade’, interesses comuns’, ‘inteligência’ e ‘valores morais’ ocuparam os primeiros lugares”.

Segundo o médico americano, especialista em envelhecimento, Walter M. Bortz II, a ideia de que quando você está velho, talvez não devesse ter relações sexuais é ultrapassada. “Nossos estudos têm mostrado que as pessoas mais maduras são mais sexys na atitude e no desempenho do que se imaginava”, afirma o escritor.

Outro aspecto importante a ser ‘desaprendido’ tem a ver com a expectativa em relação ao desempenho sexual. “Depois dos 60 a excitação altamente biológica e intensa típica dos homens muito jovens vai sendo substituída por uma consciência maior do prazer, tanto o seu próprio quanto o do parceiro”, ensina Robert Butler, presidents do International Longevity Center de Nova Yorque e autor do livro The New Love and Sex after 60. Em outras palavras, sexo em vez da pressa dos 20 anos, depois dos 60 sexo vira um prazer para ser saboreado lentamente.

Quebra de tabus

Mas, apesar dos dados mostrarem essa nova realidade, a sexóloga, psicanalista e life coach Lelah Monteiro, de São Paulo, diz que ainda é preciso deixar para traz ideias antigas quando o assunto é sexo no primeiro encontro. “Deve-se desaprender a questão do compromisso, e encarar a ideia de um sexo casual”, coloca.

A sexóloga reforça que não existe prazo ou tempo de validade para um novo relacionamento e para as relações sexuais. “Também é preciso quebrar velhos tabus como achar que quem ficou viúvo não deve se relacionar ou fazer sexo. E aqueles que se divorciaram precisam lembrar que podem ser felizes com um novo parceiro”, avalia Lelah.

Na hora “H”

Um dos conselhos de Lelah para quem está diante de uma nova relação é, por exemplo, não se deixar levar tanto pelas fantasias. “Apesar da maioria de nós estar em busca de um relacionamento, isso não significa, necessariamente, uma união escrita nas estrelas com direito a um ‘felizes para sempre’. Companheirismo, diversão e sexo são bons ingredientes para um relacionamento, o casamento só começa se a relação for maravilhosa.”

Portanto, “nada de prometer amor eterno logo no primeiro encontro, nem levar o outro para dentro de casa. O ideal é vocês irem se conhecendo aos poucos”, coloca.

A especialista lembra ainda que é importante se sentir confiante na hora “h”. Os homens, no quesito ereção, e as mulheres no tocante à sintonia com seus desejos: “Elas não devem fazer algo apenas para agradar o outro”, comenta Lelah, que ainda ressalta a importância do uso do preservativo. Outra coisa para desaprender rapidamente é evitar comparações com o antigo parceiro ou parceira.

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