YouTube promete transparência, recursos e se posiciona contra lei de copyright

Em uma publicação direcionada à comunidade de criadores e consumidores de conteúdo, a CEO do YouTube, Susan Wojcicki, elencou o que afirma ser algumas das prioridades do serviço para o ano que vem. Todas as propostas e novidades reveladas giram em torno de uma maior transparência e comunicação com seus utilizadores, além de medidas voltadas para canais em ascensão, aumentos dos ganhos e, acima de tudo, um forte posicionamento contra novas medidas de direitos autorais que podem entrar em vigor na União Europeia.

O primeiro e principal ponto da declaração tem a ver com os Artigos 11 e 13, que podem entrar em vigor na União Europeia e modificar a forma como o conteúdo é compartilhado e consumido na internet. Entre as medidas estão uma taxa para links, quando uma notícia ou postagem incluir conteúdo de terceiros (mesmo trailers ou músicas disponíveis publicamente), e a responsabilização dos serviços quando usuários publicarem material protegido por direitos autorais.

São duas medidas que afetariam o YouTube diretamente e que foram citadas por Wojcicki como uma ameaça à liberdade de expressão. Ela cita o fim de empregos relacionados à criação de conteúdo e o monopólio de um grupo de empresas sobre o material de entretenimento na web, além de mudanças drásticas no funcionamento da plataforma. Na visão da executiva, é possível encontrar um caminho melhor e, por isso, convidou a comunidade a se unir à campanha #SaveYourInternet.

A união com o público, inclusive, é parte das principais medidas para 2019. No texto, Wojcicki se compromete a continuar o contato com os criadores e usuários por meio das redes sociais, emitindo alertas e realizando testes que possam levar a novos recursos. A antiga escola de criadores, agora chamada YouTube Creators, também continuará sendo atualizada com tutoriais, vídeos com dicas e tendências.

Para fomentar o contato entre criadores e seu público, o YouTube também vai expandir a função de clubes para canais com mais de 50 mil inscritos, ao contrário do limite atual, que é de 100 mil. A ideia é permitir um aumento no engajamento, visualizações e receitas, com essa mesma diretriz fomentando, também, a abertura do sistema de assinaturas pagas para mais usuários com canais de tamanho menor.

O mesmo também vale para o recurso de Premieres, que permite a um criador programas e informar os usuários sobre o lançamento de um vídeo, para que todos possam assistir, comentar e doar dinheiro juntos; e o fim do YouTube Gaming, cuja interface para jogos passa a fazer parte da experiência central da plataforma no ano que vem, dando mais oportunidade de destaque para os donos de canais menores.

Educação e fake news

Susan Wojcicki, CEO do YouTube, se posicionou contra leis de copyright e anunciou grande investimento em educação (Imagem: Divulgação/Google© Fornecido por Unilogic Media Group Ltda Susan Wojcicki, CEO do YouTube, se posicionou contra leis de copyright e anunciou grande investimento em educação (Imagem: Divulgação/Google

O outro lado da moeda também é abordado pela CEO do YouTube. De acordo com ela, o site está criando um grupo de trabalho voltado para o combate à desinformação e fake news, disponibilizando fontes confiáveis aos usuários e indicando a eles quando um dado ou notícia não deve ser levado em conta. Além disso, claro, mais medidas de moderação e controle estão sendo adotadas para impedir a proliferação de conteúdo voltado à manipulação ou inflamação.

Por fim, foi anunciado um investimento de US$ 20 milhões na iniciativa YouTube Learning, voltada para instituições de ensino que utilizem conteúdo da plataforma em suas aulas. A ideia é apoiar criadores de conteúdo educacional, que podem se cadastrar para terem suas criações financiadas e levar mais material multimídia a escolas e centros de ensino de todo o mundo.

O próprio YouTube também está lançando um canal próprio associado à iniciativa, também chamado de Learning, onde publicará tutoriais e vídeos próprios. Muitas das ideias surgiram em conferências de educação realizadas ao redor do mundo que também continuarão a acontecer, promovendo encontros entre criadores e permitindo feedback direto sobre o que a plataforma deve ou não fazer nesse setor.

O objetivo final é continuar permitindo que o YouTube seja um canal para que as pessoas interajam, compartilhem suas visões de mundo e, acima de tudo, façam suas vozes serem ouvidas. Além disso, claro, a ideia é manter a economia criativa que mantém o serviço no ar e permite que tudo isso aconteça.

Fonte: YouTube

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